Artigos Aula Sem Fronteiras

Publicado em: 09/07/2018 | Compartilhar

"O futuro é o passado em preparação" (Pierre Dac)

 Em qualquer contexto, seja na Educação Infantil, no Ensino Fundamental e Médio a aula é o aspecto mais extraordinário de um trabalho docente. Para a educação, a aula é o momento mágico do processo de aprendizagem "nada nessa mão, nada na outra ? TCHÃRAM"! É o ato pedagógico essencial da profissão do educador.

Portanto, pensar sobre como melhorar esse processo passa a ser fundamental no dia a dia escolar, principalmente, tendo em vista o uso das novidades tecnológicas disponíveis para a educação. O ambiente convencional da sala de aula, com carteiras, quadro-verde/ negro e giz já foi ultrapassado. O importante é que os alunos estejam sintonizados com o professor. Afinal, uma boa aula necessita de um conteúdo que seja bem ensinado, uma aprendizagem efetivamente estabelecida e, consequentemente, uma avaliação bem elaborada.

Do passado para o futuro

O educador não deve ser apenas expositor, mas ser mais integrador no modo de ensinar, com o propósito de acender o protagonismo do aluno, o desenvolvimento de diferentes linguagens e a interação entre as disciplinas. A aula expositiva convencional foi inventada antes da descoberta do Brasil. Ela é proveniente de um período em que os livros ainda estavam sendo criados e, como não era possível cada um ter um livro, as ordens eclesiásticas tinham o ?leitor ou lector?, que lia para os interessados. Já numa aula onde o aluno é protagonista, o educador é aquele que não somente expõe conteúdos como antigamente, mas também instiga reflexões, lança desafios e promove intercâmbios usando os recursos disponíveis. Assim, quando a aula termina, o resultado é um aluno que aprendeu a pesquisar, a interagir, a conceituar, a transferir e a usar habilidades diferentes, ao invés de ser somente um mero ouvinte ou espectador.

Comparando uma aula ministrada no Brasil com uma aula ministrada nos países mais bem colocados no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), é possível constatar a diferença, principalmente no que diz respeito ao uso das novas tecnologias educacionais, como conteúdos digitais, tablets, lousas eletrônicas e o trabalho com videoconferência. Um exemplo disso é que nesses países, a lição de casa precede a aula. É um projeto realizado por meio de plataformas colaborativas que os alunos acessam por tablets. O que estimula a participação e desperta o interesse, além de promover o relacionamento e compartilhamento de conteúdos produzidos individualmente com colegas. Tudo isso favorece o protagonismo do aluno, que é tratado como cidadão e não somente como um ouvinte.

Em uma era de constantes transformações e avanços tecnológicos, a escola do amanhã insere sua comunidade na vanguarda digital. 

Tags: Professor Sem Fronteiras; Artigo; Prof. Carlos Dorlass

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